| Impacto COVID-19 nas empresas turísticas do Minho - pós verão

| Resumo dos resultados

 

Faturação

Entre junho e setembro de 2020, 87% das empresas mantiveram funcionamento e 13% encerraram temporariamente a atividade da empresa; 


No mesmo período, 86% indicaram uma redução no volume de negócios, cuja maioria indica ter tido, em comparação com o período homólogo, uma redução na faturação superior a 80%; 


62% indicam não ter liquidez para suportar os custos correntes de funcionamento nos próximos meses e, destas, 32% ponderam o encerramento definitivo da empresa até ao final do ano;


2/3 das empresas que ponderam encerrar atividade pertencem ao setor da Restauração e do Alojamento e têm sede nos Concelhos de Braga e Guimarães, colocando em causa um mínimo de 127 postos de trabalho;

 

Emprego

Entre junho e setembro de 2020, 82% das empresas não tiveram necessidade de contratar trabalhadores, ainda assim registou-se a criação de 33 novos postos de trabalho;

82% das empresas respondentes, no mesmo período, indicaram não ter despedido trabalhadores, contudo extinguiram-se 91 postos de trabalho no passado verão; 

39% das empresas pondera contratar profissionais de turismo no futuro, 55% destas pondera contratar nos próximos 12 meses, perspetivando-se a criação de 196 novos postos de trabalho;

O setor da Restauração e do Alojamento representarão, em conjunto, 6 em cada 10 postos de trabalho futuros;

56% dos novos postos de trabalho serão criados nos Concelhos de Braga, Póvoa de Lanhoso, Valença e Barcelos.

 

Apoio

59% das empresas inquiridas recorreram a apoio financeiro no âmbito da COVID-19, contudo 4 em cada 5 empresários consideram os apoios financeiros existentes inadequados;


32% das empresas avalia negativamente o papel das instituições ligadas ao turismo durante o período pandémico e, em sentido inverso, 23% dos respondentes avalia-o positivamente;


35% das empresas avalia negativamente o apoio dado pelas instituições ligadas ao turismo durante o período pandémico e, em sentido inverso, 17% dos respondentes considera-o positivo;

Apoios especificos

A maioria das empresas reafirma a necessidade de implementação de apoios como:

 

I) empréstimos a fundo perdido ou sem juros;

II) isenções fiscais durante, pelo menos, 6 meses;

III) redução ou isenção temporária da TSU;

IV) apoio às rendas;


Como complemento destas sugerem ainda :

 

1) alojamento temporário de idosos residentes em lares, com apoio do Estado;

2) apoio à digitalização das empresas;

3) maior apoio aos sócios gerentes;

4) isenção dos pagamentos por conta.